Como a imprensa internacional viu os movimentos do 7 de setembro realizados por Bolsonaro

Como a imprensa internacional viu os movimentos do 7 de setembro realizados por Bolsonaro

Como a imprensa internacional viu os movimentos do sete de setembro realizados por Bolsonaro

A celebração deste ano do bicentenário da independência do Brasil foi acompanhada de perto pela mídia internacional. Na cobertura das manifestações bolsonaristas em Brasília e no Rio de Janeiro, muitos meios de comunicação estrangeiros destacaram as preocupações com a violência política, ligada a comícios promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores em torno do evento oficial de Sete de Setembro.

Para veículos de notícias como Associated Press, dos EUA, CNN, EUA, Público, de Portugal, Diário de Notícias, Portugal, Le Monde, da França, Al Jazeera, do Qatar, Independent, do Reino Unido e El País, da Espanha, Bolsonaro se apropriou de uma data nacional tradicionalmente apartidária para promover sua campanha de reeleição.

A agência de notícias norte-americana The Associated Press, AP, afirmou que Bolsonaro transformou a data nacional em comício eleitoral, mas “não usou sua presença para minar a eleição como temiam seus adversários”. Apesar do “temor de violência política, eles não se materializaram”.

“Ao falar no comício depois da parada em Brasília, Bolsonaro não fez referência à luta brasileira pela independência, mas focou seus feitos enquanto seus apoiadores deixavam claro que estavam ali para apoiar o candidato.”, trecho feiro pelos jornalistas Carla Bridi e Mauricio Savarese.

Ja o canal norte-americano, a CNN, fala exatamente assim “paranoia eleitoral e temores de revolta popular”, para o canal, uma celebração nacional histórica, como o sete de setembro de 2022 que marca 200 anos de independência, se tornou algo político.

“Ainda que o Dia da Independência deva supostamente ser um feriado nacional apartidário, o presidente frequentemente se referiu a ele como um momento-chave de sua campanha pela reeleição, falando a seus apoiadores para se prepararem para ‘dar suas vidas’ naquele dia — uma escalada retórica até mesmo para o espontâneo líder populista”, segue texto feito por Marcia Reverdosa, Rodrigo Pedroso e Camilo Rocha.

Foto: Reprodução BBC

“Jair Bolsonaro, o chefe de Estado que busca a reeleição, pediu votos, citou o seu slogan, enumerou feitos do governo e evocou até o Golpe Militar de 1964, que resultou em 21 anos de ditadura, de que é adepto”, expõem texto de João Almeida Moreira.

Partindo sobre o Diário de Notícia, o presidente português, que se fez presente no desfile em Brasília, ao lado de Bolsonaro, deixa claro que era impossível que Portugal não estivesse num momento histórico desse mas se mostra totalmente contra fazer parte de campanha eleitoral, algo que ele não veio para fazer, afirmando que “são duas coisas completamente separadas”.

“De onde estava não podia ver o que tinha a bandeira, que não estava na tribuna e que alguém colocou algures no meio do desfile e não estava já no fim. (…) Na altura desconhecia o que se passava para além do gesto do Presidente [do Brasil], que não percebi o que significava, e daí o meu ar entre o estupefacto e o divertido”, iniciou Sousa.

“O que interessa é que há um milhão de portugueses a viver no Brasil e há 250 mil brasileiros a viver em Portugal, e esses continuarão a viver qualquer que seja o Presidente, qualquer que seja o Governo, e a minha função é representar a nação portuguesa”, complementa Sousa.

“O presidente Jair Bolsonaro literalmente moveu céu e terra hoje, ele está tentando mostrar sua popularidade e sua força nas ruas”, fala sua opinião a repórter Monica Yanakiew, da Al Jazeera. Para a mesma, o atual presidente transformou um momento de resgate das culturas em algo político por estar atrás nas pesquisas.

Ja para o Catar, fala sobre o ataque que o presidente faz a democracia, sem provas, “têm levado seus mais radicais apoiadores a pedirem por um golpe militar, aumentando os temores de que a nação sul-americana pode ter uma eleição violenta”.

“Paraquedistas aterrissaram na praia de Copacabana e jatos da Força Aérea voaram na costa em espetáculo para marcar o bicentenário da independência do Brasil, mas críticos dizem que o evento foi sequestrado pelo presidente populista para coincidir com um evento de campanha no mesmo local”, parte do texto assinado por Bryan Harris, é posto por Michael Pooler.

Para o jornal britânico Financial Times, sua posição a respeito do que aconteceu na fata histórica do país foi supraxitada por um dos seus, sendo uma ação política que não deveria ter no evento do país, mostrando que o mesmo, não se curvará para os resultados, se eles forem negativos, nas urnas no dia 02 de outubro.

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