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Indústria migra do Sudeste para as demais regiões do País em 10 anos

Indústria migra do sudeste para as demais regiões do país em 10 anos

De acordo com estudos da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, ficou claro que, no período de uma década, ocorreu uma importante desconcentração da indústria nacional, tendo agora, acabado a ideia do polo estar apenas no sudeste, pois essas empresas, se espalharam pelas demais regiões. Por causa desse acontecimento, Pernambuco foi o segundo lugar que mais ganhou importância na produção.

INDUSTRIA

Segundo dados de sues estudos, a taxa de participação aumento em 1,3 ponto percentual, isso por causa, de ter uma grande parcela da produção brasileira de Veículos automotores, em conjunto com outros equipamentos de transporte, que são derivados do petróleo e do biocombustíveis. O estudo, usou como base os anos 2007-2008 e 2017-2018.

Indústria migra do sudeste para as demais regiões do país em 10 anos
Foto: CNI

Para o gerente de Relações da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, a FIEPE, esse movimento de migração se deu, de forma mais forte, pela melhoria do ambiente de negócios:

“Vale destacar que existe uma contribuição importante dos setores público e privado. A nossa infraestrutura é boa, em termos de Nordeste, o que nos coloca como um hub para a Região, e existe também uma aposta das empresas em qualificar o seu capital humano e potencializar os seus negócios”, afirmou o mesmo.

Na visão do gerente Laranjeira, esse movimento de migração ocorreu por um conjunto de fatores, que tem entre eles, o fato da mão de obra do estado é mais competitiva. “Apostamos em aperfeiçoamento profissional e, no longo prazo, percebemos o retorno na ponta da atividade. Além disso, existe o amadurecimento da economia brasileira e, portanto, se faz necessário investir numa Política Nacional da Indústria que favoreça a economia e à distribuição de riqueza”. Desse modo, esse movimento não foi apenas capaz de trazer para cá os olhos, mas também de beneficiar a cadeia de suprimento local, que se tornou ainda mais profissional e pronta para atender a diversos mercados.

Desse modo, conforme o estudo realizado, o estado que mais ganhou espaço na produção industrial nacional foi o Pará. Isso aconteceu por causa, do seu crescimento na indústria extrativa, vindo da extração mineral. O estado, aumentou 1,5 ponto percentual. Integrado com o Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, forma-se o grupo dos cinco estados de melhor desempenho.

Segundo análise do economista-chefe da CNI, Renato da Fonseca, mesmo com esse movimento de descentralização, São Paulo, ainda continua sendo o parque industrial do país, todavia, a região perdeu 7,5 pontos percentuais, principalmente para as regiões Sul e Nordeste, que aumentaram respectivamente 3,2 e 2,9 pontos. Dessa forma, São Paulo responde por 38,15% do valor adicionado da Indústria de transformação.

Para o presidente da CNI, Robson Braga, “o que o Brasil precisa é fortalecer o setor industrial, para que ele seja cada vez mais dinâmico e competitivo, ajudando a superar a mais grave crise sanitária, econômica e social que já vivenciamos. Não existe país forte sem indústria forte”.

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